segunda-feira, 2 de julho de 2012

História da Humanidade


O respeito à diversidade

                Em um mundo em que a tolerância e o respeito à diversidade são palavras de ordem cada vez mais presentes, se faz necessário conhecer, sem preconceitos, o presente e o passado de culturas diferentes da nossa, como aquelas que se formaram, há milhares de anos, no norte da África, no Oriente Médio e no Sudeste Asiático. Apesar da diversidade entre os povos antigos, todos eles representam ramificações do desenvolvimento do Homo Sapiens, a espécie da qual fazemos parte.
            Sendo assim, iniciaremos um mergulho pela História da Humanidade, procurando compreender a diversidade cultural e religiosa dos diversos povos com o objetivo de adquirir maior respeito e tolerância e compreender a nossa própria sociedade contemporânea através dos ensinamentos presentes no passado da humanidade.
            Na medida do possível iremos direcionar este mergulho na história da humanidade para temática das religiões, isto é, o ponto central da abordagem proposta é analisar a evolução do homem ao longo do tempo e as diversas manifestações da espiritualidade ao longo dos séculos e das diversas culturas existentes no globo.

Projeto Cápsula do Tempo

A origem da Humanidade

É provável que uma das perguntas mais inquietantes do Homem seja: a de quem realmente somos ? de onde viemos ? e para onde vamos ? Estes questionamentos tem norteado os rumos da filosofia, das religiões e das pesquisas científicas ao longo dos séculos. Sobre a origem do Homem muitas tem sido as explicações: algumas míticas, recheadas de simbologias, outras baseadas em fatos. Nos últimos dois séculos temos uma idéia mais clara a esse respeito.
Digamos que pudéssemos embarcar em uma cápsula do tempo e retornar um milhão de anos no passado da terra, ao sairmos encontraríamos seres humanos muito diferentes do que somos atualmente, podemos afirmar que estaríamos observando a infância da espécie humana, período esse que foi denominado de Pré-História. Foi durante este período que nossos antepassados distantes começaram a andar, a usar suas mãos e sua inteligência para superar as difíceis condições de sobrevivência a dominar outras espécies e a ocupar os continentes.
Deste modo, é possível afirmar que estudar a Pré- História é fundamental para compreendermos as origens de nossa cultura, da invenção das primeiras ferramentas, das primeiras formas de arte, das cidades, o que possibilita perceber que atualmente temos mais conforto e recursos de sobrevivência que nossos antepassados, mas também um modo de vida que estimula o individualismo, agride a natureza e estabelece, entre os homens fronteiras sócio econômicas, étnicas e territoriais.

O lugar do homem na evolução das espécies

O criacionismo

Todas as civilizações elaboravam explicações sobre a aparição do homem, seu lugar no mundo e suas relações com outras espécies.
Muitos povos inventaram histórias sobre a criação, ligadas a mitos ou crenças religiosas.
Para os egípcios, os homens teriam se originado das lágrimas do deus Sol Rá.
Os mitos e lendas sobre a origem do homem, que têm como ponto comum a crença de que a humanidade foi criada por um ser superior, fazem parte de uma corrente de pensamento chamada de criacionismo.
O criacionismo no mundo ocidental é baseado na tradição judaico-cristã. Defende a idéia de que Deus é o criador de tudo aquilo que existe e que depois de ter criado a Terra e todos os sere vivos, teria criado Adão e Eva, dos quais toda humanidade, até os nossos dias descenderia. Todas as bases de sustentação dessa teoria encontram-se no Livro do Gênesis, no Antigo Testamento.


O Jardim das Delicias - Hieronymus Bosch (1450-1516)

Detalhe de Adão e Eva


Até o século XVII, a visão criacionista era dominante no mundo ocidental. De acordo com um teólogo James Usher a criação do mundo ocorreu em 23 de outubro de 4004 a. C um domingo e Adão e Eva, foram os primeiros humanos.


O evolucionismo



            Com o desenvolvimento das ciências no século XVII e a contestação das explicações religiosas sobre o funcionamento do mundo, muitos cientistas começaram a questionar as explicações criacionistas.    
            Em 1820, um escocês chamado Charles Lyell, trabalhando com geologia, buscava entender a formação de nosso planeta através da análise de rochas. Alguns anos mais tarde, o naturalista inglês Charles Darwin usou os estudos de Lyell para elaborar parte de sua teoria da evolução das espécies. Outro inglês Alfred Russell Wallace refletia sobre a evolução e debatia suas hipóteses com Darwin. O resultado desses estudos foi apresentado em 1858, em uma comunicação em que expuseram a teoria da evolução por seleção natural. No ano seguinte, Charles Darwin publicou seu livro A origem das espécies, que Wallace defendia publicamente.

Charles Darwin

            De acordo com a tese de Darwin é a de que a sobrevivência de uma espécie ocorria por um processo de seleção natural, no qual as espécies mais adaptadas ás condições existentes em seu habitat seriam as mais bem sucedidas, tendo maiores chances de sobreviver e procriar.
            Em 1871, Darwin deu continuidade a seus estudos com a publicação do livro A origem do homem e a seleção sexual, em que defendia que o homem havia evoluído como os outros seres e que o ser humano e os macacos tinham uma origem comum, tese que causou uma grande polêmica e que colocou em xeque a teoria do criacionismo.



Contraponto da História

            Alguns anos, após a publicação do livro de Charles Darwin A Origem das espécies, mais precisamente em 1888, Helena Petrovna Blavatsky publicou seu livro A Doutrina Secreta o obra composta de dois volumes. O volume I é dedicado à cosmogénese, e é basicamente composto sobre estudos relativos à evolução do universo, enquanto o volume II é dedicado à antropogênese, a origem e evolução da humanidade.  Que mesmo não reconhecido nos meios acadêmicos da época sem dúvida, também causou muitas discussões e debates a respeito das origens do Homem e do Universo. Este livro no seu volume II muito resumidamente  apresenta uma explicação da evolução humana da seguinte forma:

Blavatsky

Antropogênese:

A antropogênese descreve a origem e evolução da humanidade. Nela são descritas as diversas raças humanas (chamadas Raças-raiz) que já evoluíram neste planeta na atual Ronda.O livro afirma que evoluem em nosso Globo sete grupos humanos em sete regiões diferentes do Globo. Assim, Blavatsky defende uma origem poligenética do Homem.
A tese revolucionária de Blavatsky é, em uma época que não se supunha o Homem mais antigo que 100 mil anos, afirmar que o Homem físico tem mais de 18 milhões de anos de existência.
A antropogênese, descrita em "A Doutrina Secreta", opõe-se à evolução darwinista que era largamente aceita na época. Blavatsky não nega o mecanismo da evolução, mas não aceita que uma "força cega e sem objetivo" possa ter resultado no aparecimento do Homem. Para ela, a criação do Homem deu-se por meio de esforços conscientes de seres divinos, que ela chama de Dhyan-Chohans, que são a origem da Mônada que habita todo ser humano.
Blavatsky não nega que a evolução dos animais e do Homem estão relacionadas. No entanto, ela alega que os homens não são primatas, como afirma a teoria da evolução. Ao contrário, para Blavatsky, os primatas são descendentes de antigas raças humanas que se degeneraram.



A Religião na Pré – História

            Faz-se importante esclarecer o período denominado Pré – História designa tudo o que ocorreu desde o aparecimento do primeiro ser com postura ereta até o aparecimento da escrita. Esta denominação foi um equivoco, pois acreditava-se que tudo que tivesse ocorrido e não possui-se um registro escrito não poderia ser considerado como História, ou seja sem a escrita não haveria história para contar. Entretanto, existem outras ciências que auxiliam nesse trabalho de explicação da história da humanidade que são arqueologia, paleontologia e a antropologia.
            Alguns fósseis encontrados na Europa e na Ásia confirmam que os homens de Neanderthal e o Cro-Magnon já tinham alguma forma de crença. O indicio mais antigo de prática relacionada à religião é o sepultamento. A prática da inumação revela uma preocupação com a vida após a morte, outro aspecto recheado de significados é a posição em que o corpo é encontrado, ele é virado para o leste, marcando a intenção de tornar o destino da alma solidário com o curso do sol, com a esperança de um renascimento. E também é posto em forma fetal, tendo a terra, no caso a cova, o simbolismo do útero. Oferendas e diversos tipos de adornos foram encontrados, que provavelmente serviriam para acompanhar na vida após a morte.


Fóssil em posição Fetal

            Outras formas de manifestações da religiosidade no Periodo Paleolítico são as pinturas em cavernas/ grutas e as inúmeras estatuetas femininas. As estatuetas representam o culto fertilidade feminina, representam a Grande Mãe a Deusa, figuras e símbolos femininos ocupam lugar central durante esse período.


Representação da Grande Mãe a Deusa - 
Período Paleolítico

FONTES CONSULTADAS 

AZEVEDO, Antonio Carlos do Amaral. Dicionário de Nomes, Termos e Conceitos Históricos. Rio de Janeiro; Nova Fronteira, 1999.
GIORDANI, Mário Curtis. História da Antiguidade Oriental. Petropólis; Vozes, 2001.
ALVES, Alexandre, OLIVEIRA, Leticia Fagundes de. Conexões com a História. Volume 1 Das Origens do Homem à Conquista do Novo Mundo. São Paulo, Moderna, 2010



domingo, 1 de julho de 2012

Tao Te Ching - A Essência do Taoismo




TAO TE CHING
O Livro que revela Deus

Tao Te Ching é um dos livros mais importantes da literatura universal. Escrito por volta do século V.I a.C, na China, tem sido livro de cabeceira de reis, chefes de estado, filósofos, políticos homens de ação, empreendedores e grandes lideres espirituais.
É indiscutível a influência do livro no budismo zen. É a essência religiosa do Taoísmo. O espírito da China é o próprio Tao.
Sobre o filósofo Lao-Tse, tido como autor do livro e fundador do Taoísmo, sabe-se muito pouco. Sob a ótica histórica pode-se afirmar que se trata de um personagem mitológico. Em alguns trechos de sua história surge como a figura de um homem estranho, exótico, avesso a honrarias e manifestações sociais. Era a perfeita antítese de seu famoso contemporâneo Confúcio (Kong-fu-Tse). Lao-Tse nunca passou de um eficiente funcionário público – bibliotecário do rei ou de algum mandarim da China Imperial.


Lao Tsé montando o Búfalo

Tao Te Ching (esta é sua verdadeira grafia e pronúncia), com suas 5.000 palavras, distribuídas em 81 poemas ou capítulos, teria sido escrito a pedido de seu amigo Yin Hsi, pouco antes de Lao-tse partir para sempre da China. O livro teria sido escrito durante um pernoite, por solicitação do amigo, que era o guarda da fronteira. A tradição conserva, ainda, o espanto e a veneração daquele guarda de fronteira pelo solene velho-sábio de comprida barbicha,montado num boi, que se mudava de seu país por não concordar com o caos administrativo local.



Lao significa criança,jovem,adolescente.
Tsé é o sufixo de muitos nomes chineses, indicando idoso, maduro, sábio, corresponde ao grego presbyteros, significa literalmente ancião com a conotação de maduro, espiritualmente adulto.
De maneira que podemos transliterar Leo-Tsé por "jovem sábio", adolescente maduro".
Lao-Tsé viveu no século VI a.C. Passou a primeira metade da sua vida - cerca de quarenta anos - na corte imperial da China, trabalhando com historiador e bibliotecário.
Homem de meia idade, Leo Tsé abandonou a corte imperial e retirou-se, como eremita, para a floresta, onde viveu a segunda metade da sua vida estudando, meditando auscultando a voz silenciosa da intuição cósmica.
Lao- Tsé, em quase meio século de silêncio e solidão, deve ter aucustado a voz do Infinito, a alma do Universo, e tentou exprimir em conceitos mentais e em palavras verbais a sua sabedoria ultramental e ultaverbal.
Lao Tsé foi contemporâneo de outro filósofo chinês, Kong-fu-Tsé ( latinizado: Confucius ), o qual elaborou uma filosofia moral social que não transcende o plano horizontal da vida de cada dia, mas plasmou, como nenhuma outra a vida do povo chinês. 





Fonte: TAO TE CHING - O livro que Revela Deus - Coleção A obra Prima de cada Autor - Martin Claret